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miércoles, 15 de agosto de 2007

Três anos depois, onde estão os idiotas chavistas hoje?

Três anos atrás, quase setenta idiotas assinaram um tal de manifesto apoiando o (des)governo chávez, em ocasião do referendo revogatório que estava para acontecer na época. Como todo esquerdista burro, estes sujeitos acreditavam apoiar um governo democrático, como se apenas a eleição pelos votos fosse suficiente para ser denominado como tal. A pior parte da história é que quase todos ainda o apoiam.

Passado um tempo e depois de todas as manifestações ditatoriais do golpista-presidente, não resta dúvida de qual é a orientação do chavismo e de quem tinha e têm razão. É um bom momento para rever o "manifesto" na íntegra. Em negrita, os trechos mais idiotas. Em parêntese e azul, meu comentário:

"SE EU FOSSE VENEZUELANO, VOTARIA EM hugo chávez"

“Os que assinam este manifesto querem expressar sua solidariedade à luta que vêm empreendendo o presidente Hugo Chávez e o povo venezuelano pelo direito de decidir seu destino. Ao mesmo tempo, denunciam a manipulação dos fatos orquestrada por grandes monopólios de comunicação para pintar como tirano um governante que cumpre à risca a lei e a Constituição.

Hugo Chávez foi o vencedor de eleições democráticas, em dezembro de 1998. Cumprindo o que prometera em campanha (em campanha ele falou sobre socialismo do século XXI?), desde então vem realizando profundas transformações no sistema político, econômico e social de um país há séculos dominado por oligarquias (hoje em dia, a oligarquia é chavista).

Levar a cabo essas mudanças transformou o presidente Chávez em alvo de uma guerra sem tréguas, movida por minorias políticas e econômicas da Venezuela, com o apoio declarado de grandes corporações empresariais e financeiras do exterior (é, sempre é culpa do "império").

Somos testemunhas de seu compromisso com a defesa dos interesses populares e a determinação de aplicar a Constituição de 1999 (deveriam ter adicionado 'quando lhe der na telha'), construída pelo mais amplo processo democrático.

A nova Carta venezuelana prevê o dispositivo constitucional do referendo revogatório, marcado para o próximo dia 15 de agosto, instrumento inédito em nosso continente, ao qual poucos governantes teriam a coragem de se submeter, como fez o presidente Hugo Chávez. A democracia foi reforçada (onde, carapálida?), e agora os mesmos setores que já recorreram ao golpe (que golpe foi esse que se baseou num referendo?), à sabotagem, ao locaute e à mentira para tentar derrotar o presidente Chávez vêem-se obrigados a aceitar os marcos da luta institucional.

Estamos certos de que, no próximo dia 15 de agosto, o povo venezuelano será vitorioso e construirá uma pátria livre e justa, a pátria com que sonhou Simón Bolívar.

Por tudo isso, estamos aqui para reafirmar: no dia 15 de agosto, se fôssemos venezuelanos, votaríamos em Hugo Chávez.”
Entre os que (idiotas de sempre que) assinam destacam-se:

Adolfo Perez Esquivel (Argentina), Premio Nobel da Paz; Aldo Lins e Silva (Brasil), conselheiro da República; Alex Cox (Inglaterra), cineasta; Almino Afonso (Brasil), conselheiro da República; Atílio Borón (Argentina), economista; Ariovaldo Ramos (Brasil), pastor; Bernard Cassen (França), fundador de ATTAC; Carlos Heitor Cony (Brasil), escritor; Celso Furtado (Brasil), economista; Chico Buarque (Brasil), músico; Danielle Mitterrand (França), presidente da Fundación France-Libertes; Eduardo Galeano (Uruguai), escritor; Emir Sader (Brasil), sociólogo; Eric Hobsbawm (Inglaterra), historiador; Fausto Bertinotti (Italia), político; Fernando Morais (Brasil): escritor; Francois Houtart (Bélgica), Centre Tricontinental; George Galloway (Inglaterra), político, membro do Parlamento Britânico; Georges Sarre (França), ex-ministro, prefeito do distrito 11 de Paris; Harold Pinter (Inglaterra), dramaturgo; Ignacio Ramonet (França), escritor; James Petras (EUA),: sociólogo; Jean-Pierre Chevenement (França), ex-ministro, prefeito de Belfort; Jean-Pierre Beauvais (França), jornalista; João Pedro Stedile (Brasil), MST; John Pilger (Austrália), jornalista; José Bové (França), Via Campesina; Ken Livingstone(Inglaterra), prefeito de Londres; Ken Loach (Inglaterra), cineasta; Leo Patnich (Canadá), professor; Luciana Castellina (Itália), jornalista; Manu Chao (Espanha-França), músico; Mike Hodges (Inglaterra), cineasta; Naomi Klein (Canadá), jornalista ; Noam Chomsky (Estados Unidos), professor; Oscar Niemeyer (Brasil): arquiteto, Pedro Casaldáliga (Brasil-Catalunha), bispo; Perry Anderson (Inglaterra), historiador; Richard Gott (Inglaterra), historiador; Roberto Requião (Brasil), governador do Paraná; Robin Blackburn (Inglaterra), sociólogo; Ronaldo Lessa (Brasil), governador de Alagoas; Rudy Wurlizer (EUA), escritor; Sami Nair (França), sociólogo; Tariq Ali (Paquistão-Inglaterra), escritor; Tomás Balduíno (Brasil), bispo, Pastoral da Terra; Tony Benn (Inglaterra): político; Victoria Brittain (Inglaterra), jornalista; Walden Bello (Filipinas), economista.