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lunes, 25 de febrero de 2008

La incompetencia de la presidenta del CNE...

....y la tolerancia de los venezolanos.

Francisco, en Caracas Chronicles, ha escrito un buen post sobre la incompetencia y falta de vergüenza de la presidenta del CNE.

Quiero apenas poner mis dos centavos recordando cómo fue la publicación de los resultados de las elecciones brasileñas de 2006, en las cuales se escogieron presidente, gobernadores, diputados, senadores y concejales. Sólo para presidente se contaron más de 95 millones de votos. Los resultados, faltando un pequeño porcentaje por contar pero ya irreversibles, fueron divulgados unas tres horas después del cierre de las mesas. El 100% del conteo lo tuvimos 17 horas después de eso.

El CNE, con el sistema electoral “más completo” del mundo, lleva casi tres meses contando 10 millones de votos. Lo peor del caso no es la incompetencia o sinvergüenzura, porque sinvergüenzas hay en todos lados, sino que los venezolanos hemos aceptado esto como si de algo normal se tratara. Como dicen, por eso estamos como estamos.

Más patético aún es pensar: en caso de que los votantes quisieran hacer valer sus derechos, a quién carrizo acuden para obligar al CNE a publicar los resultados?

Se gana una boína roja el que responda.

martes, 4 de diciembre de 2007

Estadão: Chávez tardó 7 horas para reconocer derrota

O CNE já sabia desde as 18 horas de domingo que o ‘não’ tinha vencido

Lourival Sant’Anna

Caracas - Desde as 18 horas de domingo, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) sabia que a oposição havia vencido o referendo sobre a reforma constitucional. Controlado por chavistas, o órgão, que havia prometido divulgar o primeiro boletim por volta de 19 horas, deixou o país em suspense até a 1h15 (3h15 em Brasília) da madrugada de ontem, quando finalmente anunciou a vitória do “não”. Imediatamente depois, em cadeia nacional de televisão, o presidente Hugo Chávez reconheceu a primeira derrota desde a sua primeira eleição, em 1998.

“Tentaram atrasar a divulgação, na esperança de que os números mudassem”, disse ao Estado o observador internacional português José Albino Silva Peneda, deputado do Parlamento Europeu. “Há quem diga que estavam convencendo Chávez a aceitar a derrota”, continuou Peneda, que chefiou a missão de observadores internacionais na tumultuada eleição parlamentar de 2005. “Mas a pressão para divulgar o resultado estava muito forte. Os partidos de oposição tinham os números.”

A demora do CNE em divulgar o boletim causou enorme tensão. Nas portas do CNE, dirigentes oposicionistas exigiam uma satisfação. “Bravo povo da Venezuela, não durma”, exortou Antonio Ledezma, do Comando Nacional de Resistência, que liderou a campanha contra a reforma. “A madrugada é perigosa.”

O gráfico da contagem, obtido pelo Estado, mostra que em nenhum momento o “sim” ficou acima do “não”, ao contrário das pesquisas de boca-de-urna realizadas pelos três principais institutos do país, que previam a aprovação da reforma por uma margem de 6 a 8 pontos porcentuais. E ao contrário, também, do que deu a entender o vice-presidente Jorge Rodríguez, que comandou a campanha em favor da reforma e afirmou, no fim da noite, que “a disputa estava apertada”, sugerindo que o “sim” e o “não” oscilavam de posição na contagem. Não oscilavam.

No início da contagem, o “não” vencia por margem expressiva, de mais de 8 pontos porcentuais. No horário em que o CNE tinha se comprometido a divulgar o primeiro boletim, essa margem tinha caído para 4 pontos, mas seguia consistente (ver gráfico).

Ao reconhecer a derrota, Chávez deixou claro que tinha acompanhado passo a passo a contagem do CNE, dirigido por cinco “reitores”, dos quais quatro são vinculados ao governo.

“A situação veio se complicando, por distintas razões, durante a tarde, com diferenças microscópicas, mas sempre com o ‘não’ por cima”, reconheceu o presidente, num pronunciamento excepcionalmente sóbrio, no Palácio Miraflores, à 1h30 (3h30 em Brasília) de ontem. “O dilema em que me debatia, se não era irreversível, vamos submeter o país, a Venezuela não merece uma tensão como essa”, balbuciou Chávez sem fazer sentido, aparentemente ainda um pouco perturbado.

Recuperando o seu estilo ferino, o presidente encontrou ânimo para esnobar: “Essa vitória ‘pírrica’ (de alto preço) eu não teria querido.” E para fazer uma recomendação à oposição: “Saibam administrar essa vitória.”

Na platéia encontravam-se seus principais ministros e assessores, vários deles com os olhos vermelhos. Também estavam a senadora colombiana Piedad Córdoba, devidamente vestida de vermelho, a cor oficial dos chavistas, e a mãe e a irmã da ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt, refém do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Sigo às ordens”, disse ele às três mulheres, referindo-se a seu papel de mediador, do qual foi excluído pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe.

lunes, 3 de diciembre de 2007

A comerse las uñas

En Globovisión anuncian que Tibisay Lucena, presidente del CNE, en unos minutos ofrecerá declaraciones antes del primer boletín.

A qué carajo juega esta gente?

Vea Globovisión aquí.

miércoles, 15 de agosto de 2007

Três anos depois, onde estão os idiotas chavistas hoje?

Três anos atrás, quase setenta idiotas assinaram um tal de manifesto apoiando o (des)governo chávez, em ocasião do referendo revogatório que estava para acontecer na época. Como todo esquerdista burro, estes sujeitos acreditavam apoiar um governo democrático, como se apenas a eleição pelos votos fosse suficiente para ser denominado como tal. A pior parte da história é que quase todos ainda o apoiam.

Passado um tempo e depois de todas as manifestações ditatoriais do golpista-presidente, não resta dúvida de qual é a orientação do chavismo e de quem tinha e têm razão. É um bom momento para rever o "manifesto" na íntegra. Em negrita, os trechos mais idiotas. Em parêntese e azul, meu comentário:

"SE EU FOSSE VENEZUELANO, VOTARIA EM hugo chávez"

“Os que assinam este manifesto querem expressar sua solidariedade à luta que vêm empreendendo o presidente Hugo Chávez e o povo venezuelano pelo direito de decidir seu destino. Ao mesmo tempo, denunciam a manipulação dos fatos orquestrada por grandes monopólios de comunicação para pintar como tirano um governante que cumpre à risca a lei e a Constituição.

Hugo Chávez foi o vencedor de eleições democráticas, em dezembro de 1998. Cumprindo o que prometera em campanha (em campanha ele falou sobre socialismo do século XXI?), desde então vem realizando profundas transformações no sistema político, econômico e social de um país há séculos dominado por oligarquias (hoje em dia, a oligarquia é chavista).

Levar a cabo essas mudanças transformou o presidente Chávez em alvo de uma guerra sem tréguas, movida por minorias políticas e econômicas da Venezuela, com o apoio declarado de grandes corporações empresariais e financeiras do exterior (é, sempre é culpa do "império").

Somos testemunhas de seu compromisso com a defesa dos interesses populares e a determinação de aplicar a Constituição de 1999 (deveriam ter adicionado 'quando lhe der na telha'), construída pelo mais amplo processo democrático.

A nova Carta venezuelana prevê o dispositivo constitucional do referendo revogatório, marcado para o próximo dia 15 de agosto, instrumento inédito em nosso continente, ao qual poucos governantes teriam a coragem de se submeter, como fez o presidente Hugo Chávez. A democracia foi reforçada (onde, carapálida?), e agora os mesmos setores que já recorreram ao golpe (que golpe foi esse que se baseou num referendo?), à sabotagem, ao locaute e à mentira para tentar derrotar o presidente Chávez vêem-se obrigados a aceitar os marcos da luta institucional.

Estamos certos de que, no próximo dia 15 de agosto, o povo venezuelano será vitorioso e construirá uma pátria livre e justa, a pátria com que sonhou Simón Bolívar.

Por tudo isso, estamos aqui para reafirmar: no dia 15 de agosto, se fôssemos venezuelanos, votaríamos em Hugo Chávez.”
Entre os que (idiotas de sempre que) assinam destacam-se:

Adolfo Perez Esquivel (Argentina), Premio Nobel da Paz; Aldo Lins e Silva (Brasil), conselheiro da República; Alex Cox (Inglaterra), cineasta; Almino Afonso (Brasil), conselheiro da República; Atílio Borón (Argentina), economista; Ariovaldo Ramos (Brasil), pastor; Bernard Cassen (França), fundador de ATTAC; Carlos Heitor Cony (Brasil), escritor; Celso Furtado (Brasil), economista; Chico Buarque (Brasil), músico; Danielle Mitterrand (França), presidente da Fundación France-Libertes; Eduardo Galeano (Uruguai), escritor; Emir Sader (Brasil), sociólogo; Eric Hobsbawm (Inglaterra), historiador; Fausto Bertinotti (Italia), político; Fernando Morais (Brasil): escritor; Francois Houtart (Bélgica), Centre Tricontinental; George Galloway (Inglaterra), político, membro do Parlamento Britânico; Georges Sarre (França), ex-ministro, prefeito do distrito 11 de Paris; Harold Pinter (Inglaterra), dramaturgo; Ignacio Ramonet (França), escritor; James Petras (EUA),: sociólogo; Jean-Pierre Chevenement (França), ex-ministro, prefeito de Belfort; Jean-Pierre Beauvais (França), jornalista; João Pedro Stedile (Brasil), MST; John Pilger (Austrália), jornalista; José Bové (França), Via Campesina; Ken Livingstone(Inglaterra), prefeito de Londres; Ken Loach (Inglaterra), cineasta; Leo Patnich (Canadá), professor; Luciana Castellina (Itália), jornalista; Manu Chao (Espanha-França), músico; Mike Hodges (Inglaterra), cineasta; Naomi Klein (Canadá), jornalista ; Noam Chomsky (Estados Unidos), professor; Oscar Niemeyer (Brasil): arquiteto, Pedro Casaldáliga (Brasil-Catalunha), bispo; Perry Anderson (Inglaterra), historiador; Richard Gott (Inglaterra), historiador; Roberto Requião (Brasil), governador do Paraná; Robin Blackburn (Inglaterra), sociólogo; Ronaldo Lessa (Brasil), governador de Alagoas; Rudy Wurlizer (EUA), escritor; Sami Nair (França), sociólogo; Tariq Ali (Paquistão-Inglaterra), escritor; Tomás Balduíno (Brasil), bispo, Pastoral da Terra; Tony Benn (Inglaterra): político; Victoria Brittain (Inglaterra), jornalista; Walden Bello (Filipinas), economista.