miércoles, 26 de julio de 2006

Er Conde para Presidente?

No.

Si la candidatura del líder de
Vota Piedra es en serio, entonces el candidato es Benjamín Rausseo, no el personaje "Er Conde del Guácharo". Este es apenas eso, un personaje. Como es el único que el sr. Rausseo ha encarnado en su carrera, la gente tiende a pensar que este y Er Conde son la misma persona. Kiefer Sutherland a lo mejor ya sabe qué se siente ser objeto de algo semejante, pues apuesto que más de un terrorista le quiere volar la cabeza para impedir que Jack Bauer siga interponiéndose en sus planes.

En mi opinión, el sr. Rausseo tiene todo el derecho de candidatarse (y es mejor que muchos de la oposición), pero en esta Venezuela de instituciones secuestradas hay ciertas "condiciones que aplican". Por mí, puede hasta dejar de participar en las primarias de Súmate. Lo importante es si va a ir hasta el final con su candidatura aunque todo el mundo y su hermana sepan que las "concesiones" del CNE no son suficientes ni para elegir a la reina del carnaval de Musipán. Si el sr. Rausseo se presta para una farsa que sólo servirá para legitimar al presidente-golpista, entonces todos sabremos quién está por detrás de su candidatura.

Ahí sí, el candidato habrá sido
Er Conde del Guácharo.

martes, 25 de julio de 2006

Iran urges boycott on Pepsi

Not a joke. From No Pasaran, we learn that according to Iranian state TV, "Pepsi" stands for “Pay Each Penny to Save Israel”.

If anyone had any doubt about how crazy these whackos are, then there it is. On the other hand, if this is true, then I'm happy to know that my soft drink budget is supporting a good cause.

domingo, 26 de febrero de 2006

YES to baseball, NO to slavery.

From Babalu Blog, we get to know the view from Jose Contreras, cuban pitcher who plays for the White Sox on the american league, on the upcoming World Baseball Classic. This quote resumes very well the cuban reality:

"Some say they know Cuba or have been to Havana, stayed in the nicest hotels and walked around. That's not Cuba. Walk in our shoes. Eat what we eat and get on those crowded buses and live in the homes like we do. Try to spend money and have people not accept it because you are Cuban. I have more money than I dreamed of, but my family cannot spend it in Cuba. You come as a tourist, yes, they will take your money and show you a good time. You live there and have money, they shut doors on you."

Now, just thinking of playing baseball - one of the most fun things one can do - under the supervision of these communist thugs gives me the creeps.

Read the entire article here.

sábado, 25 de febrero de 2006

Bolívar en la Sapucaí

El sambódromo de Rio de Janeiro queda en una avenida llamada Sapucaí. Cuando escuchen a algún brasileño referirse a esta, sabrán que se refiere al sambódromo o al desfile de alguna escuela de samba.

Pues bien, este lunes a las 0230 hora local (0130 hora de Venezuela y 0030 hora de la costa este de Estados Unidos), la Sapucaí recibirá un invitado ilustre. Uno de los precursores de la independencia en suramérica, Simón Bolívar, "desfilará" en la Sapucaí en forma de carroza alegórica, como integrante de la escuela de samba Vila Isabel.

El dudoso homenaje es cortesía de PDVSA - que pagó cerca de 500 mil dólares -, la estatal petrolera venezolana y cochinito (piggy bank) de Hugo Rafael Chávez Frías, golpista y presidente de Venezuela. De alguna manera, el dizque estadista pretende que el desfile con la imagen de Bolívar sirva para difundir su robolución bolivariana.

Creo que habrá más movimiento, a la hora del desfile, en algún sepulcro del Panteón Nacional de Caracas, donde reposan los restos del prócer venezolano.

sábado, 4 de febrero de 2006

Romaria de esquerda

Por Tales Alvarenga, na VEJA.


A esquerda juvenil latino-americana reuniu-se na semana passada em Caracas, no Fórum Social Mundial, o maior encontro de socialistas do planeta. Esse fórum é uma romaria de jovens (e de madurões infantilizados) em busca de um sentido para a sua agenda política. Essa gente não pode mais contar com a espiritualidade religiosa que consolou as gerações passadas. Também perdeu a ilusão no racionalismo econômico do marxismo.

A velha esquerda marxista e o moderno capitalismo propunham a mesma coisa no século passado. Ambos propunham dar o máximo de satisfação ao ser humano. A diferença estava nos métodos. A economia de mercado partia da liberdade individual para criar um sistema que produzisse o máximo de conforto em bens e serviços. O comunismo argumentava que o modelo mais eficiente para chegar à abundância era o planejamento econômico centralizado. Seria preciso começar com uma ditadura, mas isso era irrelevante. No fim, o comunismo proporcionaria mais felicidade para todos.

A economia de mercado ganhou. Em todos os países que adotaram o socialismo (metade do mundo era socialista há poucas décadas), o projeto original desandou em regimes totalitários e pobreza. Sem exceção. O comunismo matou mais de l00 milhões de pessoas. As que escaparam ilesas acabaram na fila do racionamento. Surpresa! A velha esquerda está morta, mas, de seus escombros, surge uma esquerda juvenil revigorada.

Em primeiro lugar, os socialistas do bermudão abandonaram a racionalidade econômica em que se baseou o marxismo. Afinal, já havia ficado claro que fazer contas só serve para desmoralizar ainda mais a utopia do igualitarismo. Em compensação, o projeto esquerdista voltou a incorporar idealizações de pensadores socialistas que antecederam Marx, como a "fraternidade", a "solidariedade", a "vida em comunidade". São idealizações que podem ter apelo num mundo que perdeu o sentido de transcendência para a vida.

A economia de mercado é o melhor sistema apenas para satisfazer as necessidades materiais do ser humano. As necessidades metafísicas não são um problema essencial do projeto capitalista. Para a moderna sociedade industrial e tecnológica, questões como religião, filosofia política, impulso à filantropia ou preferências estéticas são escolhas ligadas à esfera individual, nada que o sistema forneça coletivamente. Perfeito do ponto de vista racional. Aí está, no entanto, a maior fragilidade da sociedade capitalista. A racionalidade não é um atributo das massas. Apenas uma minoria de pessoas tem escala intelectual suficiente para manter vida espiritual por conta própria.

Os socialistas que estiveram no Fórum Social Mundial não se definem claramente em termos ideológicos. Explicam vagamente que combatem a sociedade de consumo, o agronegócio, o neoliberalismo, a globalização, o imperialismo. Não podem dizer a verdade. Seus inimigos são, na realidade, a economia de mercado e sua expressão política, a democracia. São milhões. São antidemocráticos. Não são inofensivos. Um vácuo metafísico facilita seu proselitismo.

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Tales Alvarenga faleceu na sexta-feira 3 de fevereiro. Uma enorme perda para o jornalismo.

jueves, 5 de enero de 2006

Os cafajestes

É difícil encontrar uma boa matéria que combine esporte e política. Aqui vai a raridade:
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Original em MSM
Imaginemos por um instante um hipotético herói do esporte, nascido nos EUA, e que represente seu país numa competição internacional. Numa Olimpíada, por exemplo. Esse atleta, lançando mão de perfídia, voluntariamente, trapaceia num jogo do campeonato. Sua trapaça é reconhecida internacionalmente, e é a partir dela que a vitória de seu país é construída.

Voltando à realidade, é praticamente impossível imaginar que um atleta orgulhosamente desonesto fosse recebido e congratulado nos EUA como herói. Impensável, também, que esse mesmo atleta norte-americano cometesse sucessivos erros, como atleta e como homem, e que apesar disso aumentasse sua fama de herói por décadas a fio. Não, esse país não poderia ser os EUA. Esse país só poderia ser a Argentina.

A maior importância social do esporte é seu papel como representação simbólica da vida. Como um filme, um jogo de futebol encena em 90 minutos temas mitológicos e pode servir para que uma comunidade inteira, ou mesmo um país, reflitam a respeito de sua própria natureza. A função do esporte é, acima de tudo, educativa: a partir de exemplos dados e vividos dentro de campo, podemos construir nosso caráter e enxergar as mesmas situações transpostas para nossa vida e cotidiano. Quem já esteve na arquibancada de um estádio de futebol sabe que, independente de simplificações sociológicas ou mesmo acima dessas, torcer é, especialmente, sonhar o mesmo sonho na companhia de desconhecidos.

Diego Maradona parece não se contentar em ser simplesmente um ex-jogador de futebol. Hoje, é uma personalidade interessada em militar politicamente. É amigo do ditador venezuelano Hugo Chávez, do ditador cubano Fidel Castro, e assim sucessivamente. E, como bom ator desse teatro ridículo, não perde uma oportunidade em falar mal de George W. Bush.

Em sua recente visita ao Brasil, Maradona deu exemplo: embebedou-se, saiu à cata de mulheres brasileiras e brigou com a polícia. Assim como Mike Tyson, outro exemplo e fã confesso de Che Guevara: em visita a este país oprimido de Terceiro Mundo, não tardou em correr atrás de nossas... prostitutas. Ao contrário dos capitalistas norte-americanos maus, que querem nossa água, nossas ervas e todas as outras riquezas naturais de que dispomos, Maradona e Tyson estão interessados, especialmente, no sexo barato oferecido por prostitutas brasileiras.
O maior lance da vida esportiva de Maradona foi uma trapaça:
ele fez um gol com a mão, no famoso jogo contra a Inglaterra. Esse ato poderia ser interpretado por um sociólogo latino-americano como uma vingança simbólica pela Guerra das Malvinas, ou por séculos de exploração imperialista. Maradona seria, assim, o herói dos pobres, dos injustiçados, de todos os latinos baixinhos de cabelos escuros passados para trás desde que alguém de cabelos loiros aportou em nosso litoral.

Na Copa do Mundo seguinte, contudo, Maradona e sua tropa trapacearam de novo. Dessa vez, contra seus hermanos, no caso nós, brasileiros. Foi o não menos célebre episódio da “água batizada” ou “boa noite, Cinderela”: atletas argentinos ofereceram a seus companheiros explorados, brasileiros, água que sabiam estar adulterada com sonífero. O resultado: zagueiros brasileiros embobados e uma nova vitória argentina baseada em trapaça.

Ao comentar sobre o episódio, até hoje, Maradona ri. Se ri de nós em suas conversas reservadas com Chávez ou Fidel, jamais saberemos. O que sabemos, contudo, é que o episódio ecoaria, 15 anos depois, na atitude de Carlitos Tevez, que come e dorme São Paulo, pois é jogador do Corinthians, mas não pensou duas vezes em cuspir na água a ser oferecida ao técnico de nossa seleção de futebol, Carlos Alberto Parreira. Semi-analfabeto, Tevez mal sabe o que faz. Como um cãozinho de reflexos condicionados, ao ouvir a palavra “Brasil”, ele simplesmente faz o que lhe ensinaram: cospe. Curvada aos pés do atleta argentino, a mídia brasileira pouco reclamou: ao que parece, era tudo que podíamos esperar de nosso hermanitos igualmente explorados. Afinal, o que importa é que temos um inimigo comum: o imperialismo norte-americano. Abaixo a ALCA, e viva o Mercosul.

Maradona, Tyson ou Tevez pouco poderiam ser condenados por suas atitudes; assim como Chávez, que manda a ALCA al carajo, deles se esperaria muito pouco de melhor ou de diferente. Agem como deveriam agir, e como se acostumaram a agir e ser recompensados por isso. Como dizia um amigo meu, em sua simplicidade e sabedoria insuspeita, eles estão certos; errados estão aqueles que os apóiam. Habitantes do país do futuro, errados somos nós por suportar tudo isso e ainda lhes dar crédito, fama, hospedagem, ribalta e ouvidos. Estamos pegando carona no bonde errado da história, naquele que vai para a direção oposta, naquele que só se movimenta em marcha ré. Problema nosso se não temos sequer vergonha na cara. Fazendo de seu discurso carcomido de esquerda sua melhor propaganda, eles são apenas cafajestes. Otários somos nós.

domingo, 18 de diciembre de 2005

Buen fin de semana!

Dos cosas buenas, para mí, han sucedido en este fin de semana. La primera fue la publicación de mi carta en la revista semanal brasileña VEJA, la más importante del país. Es la segunda vez que escribo a la revista, la primera fue hace unos meses.

Si
aquel reportaje sobre Venezuela estuvo muy bueno, este de la semana pasada está aún mejor. Como es muy largo y tiempo no es uno de mis lujos, no me animo a traducirlo al español o al inglés. Ojalá puedan entender la mayor parte de lo que allí dice.



Las demás cartas publicadas por VEJA, sobre Venezuela, fueron las siguientes:



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é a desgraça da América Latina, depois de Fidel Castro. A incompetência de Hugo Chávez é notória. Ainda assim, o nosso glorioso presidente Lula o tem como ídolo, tanto é que a Venezuela se aliou ao Mercosul. Uma pergunta que não quer calar. Com que a Venezuela contribuirá para a melhoria do Mercosul? Nada. Chávez é ditador, sem conhecimentos internacionais e incompetente naquilo que faz. Se nosso governo seguir Chávez e Fidel, o Brasil voltará a ser uma província ("Viagem ao circo de Chávez", 14 de dezembro).
Kleber Montoril Rocha

Eu queria agradecer a revista VEJA por sua reportagem sobre a Venezuela. Como venezuelana, eu me sinto muito preocupada com o meu país, porque tudo o que é mencionado nessa reportagem é certo. Quando eu conto a meus amigos brasileiros ou de outros países, eles não podem entender como isso não aparece nunca na imprensa internacional. Preocupa-me a apatia política e/ou medo que sentimos, os venezuelanos, porque parece que nós não temos saída, estamos já totalmente desamparados de qualquer instrumento democrático.
Andreina Gallegos

Meus parabéns ao jornalista Diogo Schelp e ao fotógrafo Paulo Vitale por tão excelente artigo sobre o meu país. Claro, objetivo e real (infelizmente). Afortunadamente, podemos contar com jornalistas como vocês e com uma revista tão prestigiosa que divulga sempre a verdade. Tomara que não seja demasiado tarde quando toda a América Latina abrir os olhos. Preocupa-me o apoio que o presidente Chávez recebe do Brasil, da Argentina e da Bolívia, que o cumprimentam por ter ganho eleições com apenas 25% dos eleitores, resultando numa Assembléia totalmente monopartidarista, que não representa nem de perto a população.
Beatriz Bravo

Ah, la segunda cosa buena fue que el Magallanes dejó en el terreno al Caracas anoche, en Valencia, 4 a 3 con hit en el cierre del noveno del ex-caraquista Tomás Pérez. Cómo se goza ganando...

sábado, 10 de diciembre de 2005

Viagem ao circo de Chávez


On VEJA (by subscription)
Diogo Schelp, de Caracas
Fotos Paulo Vitale

O presidente Hugo Chávez completou na semana passada um ciclo em sua busca pelo poder absoluto na Venezuela. Nas eleições de domingo 4, ele conquistou 100% das cadeiras na Assembléia Nacional. Foi um momento extraordinário para um presidente que vive proclamando as virtudes da "democracia participativa" sobre a democracia meramente "representativa", pois o povo escolheu não participar. Visto que o governo iria ganhar de qualquer jeito, apenas um em cada quatro eleitores se deu ao trabalho de comparecer às urnas. Às vésperas da eleição, os partidos de oposição decidiram boicotar o pleito em protesto contra a parcialidade da Justiça Eleitoral. Completou-se o ciclo porque a Assembléia Nacional era a derradeira instituição de governo em que a oposição ainda dispunha de alguma influência. Eleito de forma democrática, Chávez recorreu a golpes brancos e plebiscitos para se tornar senhor do Judiciário, incluindo aí a Justiça Eleitoral e o Ministério Público, e do Legislativo. Agora sem oposição parlamentar, o presidente terá ainda mais liberdade para fazer o que quiser na Venezuela.

O que ele quer fazer pode ser medido pelo que já fez. Nos últimos anos, em que já desfrutava maioria no Congresso, ele aprovou algumas centenas de leis com o objetivo de aumentar o controle do Estado sobre a economia e a vida privada dos venezuelanos. Também criou instrumentos que permitiram que substituísse os funcionários públicos, os juízes e os promotores por quadros de sua confiança. "Chávez está usando os mecanismos democráticos para destruir a democracia", entende o economista Gerver Torres, ex-conselheiro do Banco Mundial que dirige uma ONG de formação de líderes políticos, em Caracas. Veja como isso ocorre no dia-a-dia dos venezuelanos:

• O Ministério Público é encarregado de processar os adversários políticos ou qualquer um que se manifeste contra Chávez. Uma acusação muito usada é a de "traição à pátria". A pátria, no caso, é representada pela figura do presidente.

• Oitenta por cento dos magistrados têm contratos temporários, muitos de apenas três meses. Se algum deles toma uma decisão que desagrade ao governo, seu contrato não é renovado.

• Os nomes dos mais de 20.000 trabalhadores demitidos da PDVSA, a estatal do petróleo, depois de uma greve contra Chávez, estão numa lista negra. Não podem trabalhar em nenhum órgão público. Também não encontram trabalho na iniciativa privada, pois as empresas temem represálias do governo. Metade deles já emigrou em busca de oportunidades no exterior.

• Empresários que se envolvem em atividade política de oposição são submetidos a uma devassa fiscal. Em geral, a empresa é fechada por 48 horas para que a papelada seja examinada. Os oposicionistas também costumam ser impedidos de comprar dólares, moeda fundamental para os negócios, pois praticamente tudo é importado na Venezuela.

• Com o dinheiro do petróleo, Chávez montou uma rede de supermercados a preços subsidiados, hoje a maior do país. O resultado foi uma quebradeira geral de pequenas e médias empresas, sem condições de competir com o governo.

• O governo ampliou sua participação e intervenção não apenas em setores econômicos importantes. Também criou mecanismo de controle da cultura, dos esportes e dos sindicatos, substituídos por entidades pelegas criadas pelo Estado.

• Há desapropriações de empresas que o governo considera ociosas ou improdutivas. Basta um galpão vazio para provar que a empresa deixou de cumprir seu papel social. Neste ano, mais de uma dezena de empresas foram desapropriadas só em Caracas.

• O Estado organizou seu próprio MST. O governo também escolhe a fazenda a ser invadida, transporta os invasores até o local e garante com antecedência, em documento oficial, a desapropriação da área ocupada.

• Não há censura direta à imprensa. Jornais e emissoras de televisão criticam abertamente o presidente. Mas Chávez já criou o instrumento que lhe permitirá acabar com a liberdade de expressão caso enfrente uma crise política. Trata-se da lei que prevê a suspensão da concessão pública de rádios e TVs que atentem contra a segurança nacional – um conceito vago muito usado pela ditadura militar brasileira.

Hugo Chávez adotou um culto à personalidade ao estilo stalinista. Sua imagem está por toda parte, e só ele é responsável pelos sucessos do governo. Os erros, por sua vez, são atribuídos aos ministros e deputados. Todo domingo, o presidente chega a passar cinco horas falando de tudo na TV. Seu tema predileto é xingar a oposição.

Hugo Chávez tem em seu currículo uma tentativa sangrenta de tomar o poder pelas armas, em 1992. Hoje, ele pode dispensar o golpe de Estado para se transformar em ditador. As ferramentas estão todas em sua mão. Estima-se que tenha o apoio de metade dos venezuelanos – exatamente a parte mais pobre, que ele cativa com um discurso populista e uma ampla ação assistencialista. Seu poder foi cimentado por plebiscito em que conseguiu maioria esmagadora. Plebiscitos podem ser instrumentos democráticos legítimos e dessa forma são usados em muitos países com objetivos específicos. Chávez lançou mão deles de forma antidemocrática, para atropelar a representação popular e recriar o Estado de acordo com sua vontade. O uso da democracia para destruir a democracia não é original. Adolf Hitler era líder de uma bancada parlamentar eleita com 33% dos votos quando foi escolhido chanceler da Alemanha. Um ano depois, ele acumulou o posto de presidente, deixado vago pela morte do marechal Hindenburg, obtendo para isso a aprovação dos alemães em plebiscito. Nos anos seguintes, fechou os sindicatos, calou a imprensa livre e suprimiu, pela violência diária, os demais partidos. Entre 1933 e 1939, quando invadiu a Polônia e expôs sua brutalidade ao mundo, Hitler usufruiu a neutralidade e até a boa vontade da comunidade internacional.

Há semelhanças entre a trajetória de Hitler e a de Chávez. Sobretudo num aspecto: como ocorreu com Hitler nos primeiros anos, a comunidade internacional não está dando a devida atenção à forma sistemática com que Chávez vem corroendo a liberdade na Venezuela. Na semana passada, seu país foi aceito no Mercosul, apesar de a participação estar condicionada pela chamada "cláusula democrática". A Venezuela tem uma feia história de partidos e presidentes corruptos. Chávez apresenta-se como o representante dos pobres – ele se diz um deles, que conseguiu superar a adversidade graças ao esforço pessoal e agora se dedica a punir a elite corrupta e a ajudar os mais pobres. Todo o arrocho é feito em nome da democracia e do bem-estar dos pobres. É um paradoxo, visto que seu governo multiplicou o número de pobres.

Em seu programa de televisão dominical, um monólogo de cinco horas no qual comenta desde políticas econômicas até o tamanho de sua orelha, Chávez costuma vender a idéia de que o lucro é imoral e que o sistema capitalista é contra o povo. Em suas contas, existem 700 empresas improdutivas na Venezuela e mais de 1.000 que operam com menos de 50% de sua capacidade. Para que sejam desapropriadas, basta que o presidente as declare "de utilidade pública". Chávez joga sujo para não dar chance a seus adversários em campanhas eleitorais. A Constituição bolivariana, de 1999, aboliu o financiamento público dos partidos políticos. Em compensação, o presidente usa toda a estrutura de comunicação do Estado para fazer propaganda política do governo e dos partidos que o apóiam e para atacar a oposição. O presidente pode entrar em cadeia nacional de rádio e TV a qualquer instante, no meio da programação, sem aviso prévio. Ele utiliza esse instrumento com prodigiosidade. Entre janeiro e setembro deste ano, Chávez entrou 177 vezes em cadeia nacional. Falou, no total, durante 37.000 minutos. No mesmo período, todos os partidos de oposição juntos tiveram 800 minutos de exposição na mídia eletrônica.

As circunstâncias da vitória esmagadora dos chavistas nas eleições legislativas da semana passada dão uma boa idéia do clima de autoritarismo e desconfiança que predomina na Venezuela. Dois fatores explicam a alta taxa de abstenção. O primeiro é o caráter personalista do governo venezuelano, centralizado na figura de Hugo Chávez. O presidente desperta a admiração de 49% da população. "Já os intermediários de Chávez, deputados e ministros, não atraem mais do que apatia, como revelou o desinteresse por essas eleições", diz o analista político Alberto Garrido, de Caracas. O segundo motivo para a abstenção foi a falta de confiança dos eleitores no árbitro do processo. As pesquisas de opinião mostram que apenas 53% dos venezuelanos confiam no Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Não é à toa. Dos cinco juízes que compõem o órgão eleitoral, quatro foram colocados no cargo por Chávez e são aliados declarados do presidente.



Muitos eleitores não foram votar por medo. Na semana anterior à votação, o CNE viu-se obrigado a suspender o uso de uma máquina de identificação dos eleitores com impressão digital, depois que uma auditoria independente revelou que o mecanismo permitiria ao governo saber em quem cada eleitor votou. Os venezuelanos têm seus motivos para acreditar que o governo se interessa em saber como cada um vota – e temer que isso seja usado contra eles. Uma prova de que o segredo do voto virou pó na Venezuela é um CD, cujas cópias acabaram vazando, com os dados de 12 milhões de eleitores, em que consta também a orientação política do cidadão e como ele votou no referendo do ano passado. Por suas dimensões e grau de intrusão, o arquivo contido no CD só pode ter sido produzido por agentes do governo com acesso às urnas eleitorais eletrônicas. A lista de nomes é chamada de "Maisanta", em homenagem ao bisavô do presidente. A informação é usada pelo governo venezuelano para perseguir os adversários: quem votou contra o presidente tem dificuldade para tirar passaporte e não consegue emprego público. Em um país em que 15% dos postos de trabalho estão no setor público, essa é uma punição e tanto. E a perseguição política vai mais longe. É comum os burocratas pedirem a lista de empregados de uma empresa privada antes de fechar um contrato de prestação de serviço ou compra de produtos. Se algum funcionário consta como antichavista na lista Maisanta, a empresa corre o risco de perder o negócio se não o demitir. Isso criou uma situação inusitada: algumas companhias estão se valendo de empresas de fachada – que têm apenas funcionários politicamente "limpos" na folha de pagamento – para fechar os contratos com o governo. Josef Stalin fazia o mesmo que Chávez. Era um pouco mais difícil, sem computador. Mas o objetivo era o mesmo.

Uma boa maneira de entender quais são as armas de Chávez no seu projeto de destruir a democracia venezuelana é percorrer as ruas de Caracas. Dois fenômenos marcam a paisagem da capital da Venezuela. O primeiro é a frota de carros americanos dos anos 70 que abarrotam as ruas da cidade, a maioria caindo aos pedaços e consumindo 1 litro de gasolina a cada 3 quilômetros. Só o quinto maior exportador de petróleo do planeta, como é o caso da Venezuela, poderia se dar ao luxo de ter tantos carros gastadores, alimentados por gasolina subsidiada ao preço de 11 centavos de real o litro. O segundo fenômeno é a profusão de gigantescos murais, grafites, cartazes e outdoors protagonizados pelo presidente Hugo Chávez. Em todos, Chávez aparece como o pai dos pobres e como o comandante que vai levar os venezuelanos a uma revolução socialista do século XXI. Em muitos, o presidente é colocado ao lado do ícone revolucionário Che Guevara ou de Fidel Castro, um amigo do peito. Petróleo e populismo. Essa é a fórmula que permitiu a Chávez concentrar poder e iniciar o controle da sociedade venezuelana em diversos setores, da economia à cultura. Antes de Chávez, o país era controlado por dois partidos da elite venezuelana que por décadas se restringiram a criar uma estrutura estatal perdulária, ineficiente e corrupta. O lucro do petróleo permitia à elite manter a paz social com subsídios, como o da gasolina. Com a queda no preço do combustível fóssil, em 1979, o país arrastou-se por duas décadas de crises econômicas e políticas. Os partidos tradicionais ainda estão desmoralizados pelos fracassos do passado. A oposição a Chávez é fragmentada e ainda não se recuperou da derrota no plebiscito convocado para tirar o presidente do poder.


Quando Chávez assumiu a Presidência da Venezuela, em 1999, eleito democraticamente, o preço internacional do barril do petróleo estava em 10 dólares. Hoje está em 50 dólares. O preço do combustível ajudou a economia venezuelana a crescer 17% no ano passado. O lucro da PDVSA, a estatal do petróleo, teve aumento de mais de 50%, de 4,23 bilhões para 6,5 bilhões de dólares por ano, mesmo com a redução na produção por falta de investimentos. Chávez transformou a PDVSA em uma máquina de comprar apoio político dentro e fora do país. Parte do lucro com a exportação de petróleo é dedicada a sustentar uma colossal rede assistencialista que torna a metade mais pobre da população dependente do governo, mas não cria condições estruturais para melhorar a vida dos cidadãos a longo prazo. Chávez tira 3,7 bilhões de dólares por ano da estatal petroleira para sustentar os programas sociais. Para os pobres venezuelanos, que sempre foram negligenciados pelas políticas públicas dos governos anteriores, os projetos sociais de Chávez, chamados de misiones, são um alento.

As misiones tiveram o efeito de encher o serviço público venezuelano de cubanos. A alfabetização de adultos é feita com a supervisão de professores cubanos e se vale de um método cubano de ensino. O atendimento médico primário nos bairros pobres é feito por médicos cubanos que moram em casas dentro das próprias comunidades. Todos mobilizados por Fidel Castro para compensar o petróleo de graça com que Chávez deu novo alento à combalida economia de Cuba. Depois de passar três anos sem nada fazer pelos pobres que defendia em discurso, Chávez criou as misiones em 2003 por sugestão de Fidel. "Ele vivia então seu pior momento no governo e corria o risco de ser derrubado por um referendo, segundo indicavam as pesquisas", diz Luis Christiansen, presidente da Consultores 21, um instituto de pesquisas de opinião de Caracas.

Com os programas sociais, Chávez criou uma rede assistencialista que deixou milhões de venezuelanos dependentes de seu governo. Só pelo programa de alfabetização passou 1 milhão de pessoas, muitas ganhando incentivos de até 20 dólares mensais para participar. Trata-se de uma indústria de votos para Chávez, totalmente bancada por dinheiro público e que cria uma melhoria de vida efêmera para os participantes. É o caso das 270 sócias de uma cooperativa têxtil de Caracas que funciona em um terreno da PDVSA. A cooperativa foi criada e financiada pelo Estado. O aprendizado do ofício das costureiras foi pago pelo Estado. E é o Estado, claro, quem compra os produtos feitos por elas – em geral camisetas de divulgação dos programas sociais, mais uma vez, bancadas pelo Estado. "Quando o preço do petróleo cair, todo o sistema de apoio popular montado por Chávez vai desabar e jogar o país em uma crise econômica e social mais grave do que a vivida pela Argentina em 2001", prevê Elsa Cardozo, cientista política da Universidade Central da Venezuela, de Caracas. A herança econômica de longo prazo que Chávez está deixando para o país são o desmonte do já pequeno parque industrial, reduzido pela metade em sete anos, e a destruição de postos de trabalho formais. Desde que assumiu, Chávez criou mais de trinta companhias estatais, de empresa de aviação a redes de televisão. A rede de supermercados do governo, Mercal, que vende produtos 40% mais baratos, já é a maior do país. Quem sofre com a concorrência são os pequenos e médios comerciantes de alimentos. A conta que os pequenos comerciantes fazem é a de que, a cada novo Mercal, fecham as portas cinco mercearias das imediações. Chávez está destruindo a economia de
mercado, a democracia e a justiça venezuelanas. Não existe democracia sem instituições funcionais. Chávez as despreza. Por enquanto, o mundo o ignora. Quando acordar, pode ser tarde demais.








lunes, 5 de septiembre de 2005

Document the illegitimacy of Hugo Chávez and denounce him

by Gustavo Coronel

Much of the written arguments in favor of Hugo Chávez, especially abroad, are connected to the legitimacy of his presidency. The arguments are repeated incessantly: Chávez won the presidential elections in December 1998 and, therefore, he is a legitimate president. Furthermore, the arguments go, he has been re-legitimated in several other elections since 1998. The fact that every one of those other elections has shown numerous irregularities and some will be tainted forever does not seem to make an impression on the advocates of legitimacy. In their favor, they cite Jimmy Carter's approval of the presidential recall referendum of 2004. Although the jury is still out on the role of Jimmy Carter in this event and new evidence will surely emerge in this connection, his opinion at the time was determinant in the rapid recognition that the countries of the hemisphere gave to the Venezuelan process. Venezuelans have not forgotten this Carter related tragic episode and the nation would do well to return to it as soon as political circumstances allow.

Legitimacy is not the sole product of an electoral victory. A candidate becomes president as the result of a set of promises that, in turn, form the basis of a popular mandate. As in marriage, promises are exchanged which, if broken, legally and morally justify a separation. A civil or religious ceremony cannot be the only requirement for marriage to survive. In the same manner, when a president fails to behave according to promises and to the mandate received by the electorate he, he loses legitimacy. This is the case with Hugo Chávez.

Some of the reasons for his illegitimacy

The main reasons for the growing illegitimacy of the Hugo Chávez presidency can be grouped as follows: (1), Violations to the Venezuelan Constitution and to the laws of the country; (2), inept and/or corrupt use of national resources; (3), surrendering of Venezuelan sovereignty; (4), promotion of domestic political and social tensions at the expense of social harmony; (5), significant departure from basic democratic principles and, (6) repeated electoral irregularities. Documenting these reasons is not a particularly difficult job and would only need six months or so of patient work by a couple of good, full time researchers. For a modest amount of effort and money, Venezuelan public opinion could have a formidable document put together, to be utilized before their own courts of law or international organizations such as the O.A.S., the U.N. or the International Court of Justice at The Hague.

Violations to the Venezuelan Constitution and to Venezuelan laws

A few examples of these violations can be summarized as follows:

- The first day of his inauguration he refused to take the oath of office.

- Asdrúbal Aguiar, expert in Constitutional Law listed 34 specific cases of violations to the Constitution ("34 golpes a la Constitucionalidad en Venezuela," A. Aguiar, Universidad Católica, Enero 3, 2003) in areas related to the appointment of the members of the Supreme Tribunal of Justice, the dissolution of Congress, the manner in which the Constituent Assembly came into existence and the appointment of the National Electoral Council Board (that, to this day, remains illegal and provisional). See also the PDF document "The Crisis in Venezuela: Top Five Myths."

- The enacting of a telecommunications law that violates constitutional articles concerning freedom of speech.


- The exclusion of groups having received donations or grants from abroad or made up of clerics or foreigners from the definition of non government organizations, NGO's, an exclusion which violates the constitutional articles related to freedom of association.

- Receiving funds from foreign organizations for his presidential campaign and even after being president. These funds were not reported as they should have been.

- Instructing military commanders in national TV hookup (December 15, 2002) to "disobey any court orders that might contradict his presidential decrees."

- Passing a Gag Law that severely restricts the constitutional rights to freedom of expression.

- The public statement made by Chávez that "not one single dollar would be given to the 'enemies' of the regime." Since there is total government (Chávez) control of foreign exchange, this act of political retaliation openly violates the constitutional right of citizens to equality under the law.

- The creation of a paramilitary force, directly under Chávez's command, which violates the constitutional provisions regarding the armed forces.

- The imprisonment of dozens of Venezuelans due to their political beliefs, most without proper indictment or trial.
Inept and/or corrupt use of our national resources

Venezuela has obtained about US$140 billion from oil sales in the seven years under the Chávez regime. In addition, national debt has doubled during this time and is now some US$42 billion. In addition, about US$6 billion of the international reserves deposited by law at the Venezuelan Central Bank are now being used by the regime without controls. This immense mass of money, some US$190 billion, has coexisted with a chronic fiscal deficit and has been and is being mostly wasted, as illustrated below:

The Bolivar Program 2000, run by military officers, spent about US$3 billion in 2000 and 2001, without controls or tangible results before it folded. High-ranking military officers used the money with total discretionary power in a massive program of handouts that did not solve the problems of the poor but made a new group of millionaires.

About US$2 billion were illegally diverted from the Venezuelan Macro Economic Stabilization Fund, in violation of laws and regulations, to be used in Christmas bonuses and other unspecified expenses for public employees. Hugo Chávez and his employee Nelson Merentes publicly admitted this.

Chavez acquired a US$65 million Airbus A319CJ without money being in the budget for this purpose. For a similar deviation of public funds Venezuelan Attorney General impeached President Carlos Andres Perez and ousted him from the presidency.

Subsidies to Cuba in oil supplies amount to US$0.5-$1 billion per year. This transaction violates the norms of Petróleos de Venezuela and represents money that is being taken away from their rightful owners, the Venezuelans.

Subsidies to the Caribbean nations under the Petrocaribe scheme can run into the hundreds of millions of dollars and have been decided without consultation with Venezuelans.

A Communist Youth Festival recently held in Caracas, totally financed by Chávez, employed US$20 million of national money in a convention designed to promote totalitarian regimes and ideologies which run contrary to the constitutional definition of Venezuela as a democratic state. Cuba and North Korea actively participated in this event.

Petroleos de Venezuela has been converted into an appendix of the Chávez regime, especially oriented towards the financing of Chávez political propaganda schemes. About US$3.5 billion that should have been used in this company's maintenance and capital investments during the last two years have been diverted illegally by Chávez for use in social programs that have not been transparent or effective or much less efficient.

Corruption within Petróleos de Venezuela in the employment of personnel and in the sale of oil seems to be significant. High-ranking officers and advisors to the company have recently been engaged in scandals related to kickbacks and acquisition of property without the government taking appropriate actions ("Pagos cuestionables a dos funcionarios de Venezuela," Gerardo Reyes, El Nuevo Herald, Agosto 30, 2005).

The misuse of national resources is dramatic and has provoked the ruin of Venezuelan physical infrastructure: Highways are collapsing, new housing is not being built, and hospitals lack the most essential equipment and supplies. The amount of evidence in this regard is overwhelming.
Surrendering of Venezuelan sovereignty

The alignment of Hugo Chávez with Fidel Castro cannot be confused with a simple process of integration between the two nations. This is a political and military fusion through which Chávez obtains the protection and political patronage of Castro, while giving Castro the oil and money that belong to the Venezuelan people. In the process of this perverse alliance Chavez has given up considerable Venezuelan national sovereignty by letting Cuban nationals handle sensitive areas of Venezuelan military and political intelligence, by letting Cubans act as police in Venezuelan territory, by letting some 50,000 Cubans invade Venezuela to indoctrinate Venezuelans with their failed political ideologies. Hugo Chávez is handing Venezuela over to Fidel Castro. This alone would be enough to take all legitimacy away from Hugo Chávez since he did not receive a mandate to handout vital components of our country to a totalitarian foreign state.

The promotion of hate and social tensions

The mandate Hugo Chávez received from Venezuelans was to bring the nation together in order to progress, to use all available social capital to build a better nation. Instead, this man has been a promoter of social resentment, of class tensions and racial hate. This man has converted a nation of friends into a nation of enemies. Whatever trust existed before his coming is now gone, replaced by hostility and aggression. In a speech before the National Assembly, in January 2004, he boasted of creating a management crisis in Petróleos de Venezuela, in order to take it over for his political purposes. This was a crime of the highest magnitude, one that does not have to be further documented due to his impudent confession. Today Venezuela is a battlefield due to his irresponsible presidency.

Abandonment of democratic norms and procedures

The elimination of independent institutions that could serve as check and balances to the executive power, the militarization of public administration, the virtual elimination of career diplomats (Foreign Minister Alí Rodríguez demands that all diplomats be soldiers of the revolution); the disdain for the opposition and the vulgarity with which he talks about his political opponents; his violent attacks on the church; the restrictions imposed on the media, his systematic abuses of power and of public assets and equipment; the violence that he has unleashed on public protests by the opposition, when women are dragged on the streets by the National Guard for the enjoyment of dictators like Robert Mugabe; the alignment of the regime with the most backward and violent tyrannies in the planet, all of these elements represent a clear divorce from democracy. Chávez has not denied it. He proudly flaunts his authoritarian nature and openly challenges civic protesters, since he knows that he controls all institutions and that no one member of the offices that should control his abuses will dare to speak up against him.

Repeated electoral irregularities

Of all the reasons for the growing illegitimacy of Hugo Chávez this is one of the strongest. After an unquestionable electoral victory in 1998, Hugo Chávez rapidly converted the National Electoral Council into a club of friends of his revolution. The illegal nature of the current board is well documented. The irregularities, which accompanied the process of collection of signatures for the presidential recall referendum and the referendum itself, have also been amply documented. There is no doubt that the abuses by the Chávez controlled council and the repeated violations to the rules before, during and after the electoral processes of 2004 and 2005 have rendered them essentially invalid. The behavior of Jimmy Carter and his small group of collaborators following the presidential recall referendum of 2004 is still being the object of investigation by Venezuelans interested in seeing to the bottom of this shameful affair.

Would this effort serve any purpose?

In a country where violations to the rule of law by the regime and where abuses of presidential power have become common occurrences, where trust in the institutions have virtually disappeared, not many citizens are thinking strategically but most, even the best, are in a survival mode. Inertia and hopelessness are taking hold in many Venezuelans. In parallel, money from oil is flowing freely in the streets of Caracas and the city restaurants are full of wheeler-dealers selling wild projects and vague promises of instant wealth. The Venezuela of the corrupt liaisons between government bureaucrats and fraudulent industrialists or "businessmen," which existed during the "Great Venezuela" of Carlos Andres Perez and the days of Jaime Lusinchi is back with great force. After this orgy of corruption and massive waste is over, Venezuela will be poorer than ever. The Venezuelan tragedy requires an acceleration of Chávez's ousting. I do not advocate his assassination, just his impeachment. The Venezuelan situation is now ripe for a strong denouncement of Chávez's abuses, based on an effort like the one I have briefly described above. Democratic countries in our region should pay attention to the Chávez threat. So far, he has been able to buy much silence and tolerance in many places but some countries, notably the U.S., already see exactly the nature of the danger he presents to political stability and democracy in the hemisphere. In this connection, I have recently read a speech given by U.S. Deputy Assistant Secretary of Defense for Western Hemisphere Affairs, Mr. Rogelio Pardo-Maurer to the Hudson Institute (in U.S. Cuba Policy Report, July 36, 2005, published by the Institute for U.S. Cuba Relations). Mr. Pardo-Maurer is the senior advisor to the Secretary of Defense on regional affairs. He says: "Cuba and Venezuela are working on a joint project . . . Bolivia." And he adds: "Cubans have latched onto the Venezuelan embassies abroad" and they are the ones talking while the Venezuelans keep silent. Mr. Pardo-Maurer warns about the armed militia Chávez is putting together and calls the Cuba-Venezuela alliance a "huge project" and "an exact replica of what the Cubans tried to foist in Nicaragua in the 80's." In Nicaragua "this project failed," he adds, "but in Venezuela it is ongoing."

This threat has to be answered both inside and outside Venezuela. To do this, Venezuelans who love democracy need all the help they can get from the democracies of the hemisphere.

viernes, 26 de agosto de 2005

Death by Asphyxia in Venezuela

From Daniel.


To all the diseases that we once thought were all but eliminated in Venezuela but who in this past 6 years seem to be making a come back (Malaria, e.g.), add a new one: death by asphyxia in Venezuelan public hospitals. Yesterday the big news was that in the night of Tuesday to Wednesday four people died of asphyxia at the Magallanes de Catia hospital as the supply of Oxygen run out. A media firestorm erupted. One side blamed the victim and the suppliers of gas and the other side blamed the total anarchy of Caracas public hospitals administration and the huge debt accumulated by the state to its doctors and providers; these can only be expected to hold the hat for so long until they just cannot provide their services anymore.

There is no point in arguing this case as the guilt of the state is only too obvious, such incidents multiplying fast as the collapse of the radiotherapy services in public hospitals reported in recent weeks demonstrates. It seems that all intentions and cash go for Barrio Adentro, the public relations program touted urbi et orbi for propaganda purposes while the hospitals infrastructure and services keep degrading. Unfortunately for Chavez, his propaganda tool of Barrio Adentro, for all its possible virtues, cannot go much more past some aspirin and simple stitches: it is a basic primary health care and it cannot perform the complex functions of hospitals, or even “half way” hospitals such as our “ambulatorios”.

But let’s look at the government excuse of budgetary constraints. Two characters to examine.

Barreto, mayor at large of Caracas, claims that the monies are not coming through (for which declaration he surely will be reprimanded severely!) This admission of how the Venezuelan budget has become Chavez personal purse where the states and cities cannot even get the share imposed by law shows the evil of centralized power. But even if we were more than willing to grant Barreto this excuse, the way he uses the monies that reach him are simply abject. Last July Barreto was involved in some totally un-transcendental dispute about the true name and foundation date of Caracas. This made him order a few paid advertisements in Caracas newspapers, including even a FULL FOUR PAGES in El Nacional, on August 2 if memory serves me well. I regret that I have not saved it or taken a picture to use it today as it could not be found in El Nacional. However Miguel did send me this picture attached which shows already a half a page paid add. By the way you can observe just by the composition the pamphlet nature of the add.

This picture by itself cost, I am told, 6 million bolivares. The four pages which were at national level cost at least as much. And there were more, in more papers. So, let’s not be nitpickers and say that all his little campaign for massaging Barreto pseudo-intellectual ego cost Caracas town hall 15 million. I am told that the oxygen bottle that were missing cost 400 000 each. A simple calculation shows that Barreto’s ego trip could have bought 37 oxygen tanks. How many people could be saved? The reader can draw its own conclusions.

But some might say that I am unfair with Barreto, the mayor of such a large metropolitan area cannot be bothered with oxygen tanks inventories. So let’s look at Asia Villegas, the one in charge of medical supplies in Caracas town hall. That woman, instead of looking into how many Band-Aids were needed for Caracas hospitals did manage to pick up a feud with the US embassy. The reason? She was refused a DIPLOMATIC visa to go to the US for some women’s right conference. The embassy quickly pointed out that since she was not a national government employee she was asked to justify the reasons to demand a special visa when she could apply for a normal visa like this blogger would do. She preferred to make a big stink out of it, probably considering that as the sister of the ambassador to Mexico and of the star anchor man of the state TV, VTV, she should be treated like royalty. Such a revealing glimpse into the mind of chavismo!

There is no conclusion needed, the reader’s intelligence is enough to decide.

PS: This post although written by me has been researched and discussed by Miguel and myself. It is thus signed by both of us and will later appear in Miguel’s blog. The outrage must denounced in a single voice. You are invited to copy and paste in your own site and add your signature.

lunes, 4 de julio de 2005

Bye Venezuela. Hello Brazil.

Last night I left Venezuela for the third time. The company I work for offered a transfer I just could not pass. Despite all the problems going on in little Venice, I can't begin to express how sad I feel on the personal side. Leaving my family again is something that crushes my heart, no matter how many times I've had to do this before.

While I'm writing this and riding the cab back to the hotel, I can only promise to try to write more on Venezuela, this time from the "exile".

jueves, 30 de junio de 2005

Let the assimetrical war begin

Since I stopped going to the office last tuesday and began packing my things (I'll explain on my next post), sometimes I lay down a little just to swap some TV channels. Around 1300hs today, I stopped at VIVE TV, one of the government channels, which is supposed to be culture-oriented.

The 'cultural' program they were showing today was an Assimetrical war drill.

I kid you not.

While at all times there was "Simulacro de Guerra Asimétrica, Edo. Sucre, 03/06/2006" at the top right corner of the screen, the camera showed people running on the streets of the small village of Guayacán, on the eastern state of Sucre. At a different take, a man who appeared to be under the influence kept saying to the camera, among other things, that "...we know it, the invaders won't take our oil, the people, united, will never be invaded...(this actually rhymes in spanish)" and other not quite understandable stuff.

On the next take, a woman not surprisingly phisically similar to Lina Ron was talking to a group of around twenty women, mostly composed by teenagers. At one point, she said something that cracked me up: "When they come, we must let them know they're not welcomed here. Everybody must go to their homes, close their door, open their windows(!?) and play some venezuelan music at high volume, like Alí Primera". My laugh was so loud that I couldn't hear what she said next.

Then the 'invaders' came along. A couple of military trucks filled with men in military pants and white shirts arrived, playing the role of the evil soldiers from the empire. The first thing the local Lina Ron did was tell her troops to retreat, even when, according to her, "it doesn't matter if there are ten from them for each one of us, we can still win this thing".

There were also men talking on walkie-talkies, calling themselves 'Águila 1', 'Águila 4' (Eagle 1, Eagle 4), and pretending to be in a military operation, though the only 'coded' talking was their Águila names.

Unfortunately, this cultural program ended before knowing who won the assimetrical war. As I watched this, I wondered what the heck are these chavistas thinking. Do they really think the U.S. will invade us?, and if they did, do the chavistas think they can beat the marines driving them crazy with Alí Primera songs? Last but not least, don't VIVE TV people know that the exibition of such a program does nothing else than expose their supporters as plain stupid people?

When is this nightmare going to end?