martes, 23 de enero de 2007

Los demócratas del chavismo

Si alguien tenía alguna duda acerca de la dirección del circo llamado Venezuela, aquí le va. Carlos Escarrá: "Por mí, iríamos al comunismo" (Hat tip: Miguel):

¿Dentro de unos tres años no podrían decir que hay que ajustar la constitución al sistema comunista que tanto se teme?

-Mira, pudiera ser. Yo soy comunista, comunista de formación. Pero no todos los que estamos en el proceso somos comunistas de formación. Si me preguntas a mí por supuesto que yo sí quisiera llegar a eso. Sí iría a eso. (comunismo). Si le preguntas a otros quisieran quedarse en la etapa socialista.

-Usted iría al comunismo cubano, chino ¿A cuál modelo se refiere?

-Es que Cuba y China no son los únicos modelos comunistas. Nosotros iríamos a un modelo nuestro, con características muy propias.

-¿Cómo será el comunismo?

-Habría que ver el signo de nuestros tiempos, vamos a ver cómo evoluciona la historia.

Y todavía hay incautos que dicen que esta es una democracia.

domingo, 21 de enero de 2007

Chávez se siente en casa, critica a la prensa

El jueves, el diario carioca O Globo publicó un artículo sobre lo que todo el mundo sabe: la democracia en venezuela es historia. El diario no hizo más que reportar las declaraciones de portavoces de una ONG sobre la libertad de expresion en Venezuela: Venezuela rumbo al autoritarismo.

WASHINGTON. A Venezuela se encaminha para o autoritarismo, afirma uma organização não-governamental que monitora as liberdades no mundo e que cita o país como apenas “parcialmente livre”.

A Freedom in the World identificou em seu relatório de 2007, divulgado ontem em Washington, um declínio em relação à liberdade de expressão e de imprensa no país. Um dos pontos citados no informe é a decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão da Radio Caracas Televisión (RCTV). Na véspera à noite, o ministro das Comunicações e Informação, William Lara, reafirmara a intenção do governo, anunciando os planos para o novo canal.

“Embora o declínio na liberdade de imprensa possa afetar tanto Estados democráticos quanto autoritários, este é particularmente um problema onde governantes de tendência autoritária estão agindo para eliminar ou marginalizar vozes independentes. É emblemático o anúncio no final do ano passado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao negar a renovação da concessão de uma emissora de TV que tem criticado suas políticas”, diz o relatório.

Empresários pedem que governo reconsidere O país foi classificado como “parcialmente livre”, ou seja, entre as nações onde “é limitado o respeito aos direitos políticos e às liberdades civis”. O relatório inclui ainda Caracas na lista dos que “adotaram políticas destinadas a suprimir ONGs, restringir liberdade de associação ou marginalizar a imprensa”.

“Temos observado o surgimento de regimes autoritários — e Rússia, Venezuela e Irã são bons exemplos — que são agressivamente hostis à democracia, determinados a esmagar defensores internos da liberdade”, disse Arch Puddington, diretor de pesquisa da organização, ao analisar os últimos anos.

Anteontem à noite, o ministro William Lara reafirmou que a licença da RCTV se extinguirá em 27 de maio, mas afirmou que não haverá confisco de equipamentos e bens.

Ele sugeriu que os cerca de três mil empregados da emissora se organizem em cooperativas e que participem do novo Canal 2, que substituirá a RCTV — acusada pelo governo de golpismo.

— O novo canal será uma referência de pluralismo, informação oportuna e verdadeira, entretenimento saudável e contribuição efetiva ao engrandecimento da Venezuela — afirmou o ministro, que exigiu que o grupo apresente provas de que a concessão só vencerá em 2022.

A Federação de Câmaras Empresariais da Venezuela, a Fedecámaras, pediu ontem ao governo que reconsidere a decisão. O presidente da organização, José Luis Betancourt, reconheceu o direito do Estado venezuelano “de renovar ou não a licença”, mas frisou que acredita “que haja fórmulas para que se possa exercer o direito” à livre expressão, ao trabalho e ao investimento.

— Já expressamos nosso apego à liberdade de expressão e de opinião. Por isso é tão sensível ao empresariado venezuelano este fato sem precedentes — disse José Luis Betancourt, que na véspera se reunira com Marcel Granier, gerente-geral da RCTV.

Enquanto isso, a Comissão de Ciência, Tecnologia e Meios de Comunicação da Assembléia Nacional debatia o caso da RCTV. Produtores independentes e atores compareceram ao Congresso para acompanhar a discussão. Como o governo tem maioria, dificilmente deve sair uma decisão a favor da manutenção da licença.

Mas o deputado Luis Tascón propôs a criação de uma empresa de desenvolvimento social que empregue os funcionários da emissora.

O Congresso venezuelano começa hoje a discutir em regime de urgência a Lei Habilitante, que outorga poderes especiais a Chávez. A medida, que permite ao Executivo promulgar leis sem que elas passem pelo Parlamento, deverá ser aprovada na terça-feira.

El presidente golpista no esperó mucho, y al día siguiente durante un discurso de dos horas en la asamblea legislativa de Rio de Janeiro mostró que no le importa donde esté, donde sea cree ue puede hacer lo que le venga en gana: Chávez ataca O Globo.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez ontem duras críticas ao jornal O GLOBO durante discurso de mais de duas horas de duração na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Com um exemplar da edição de ontem nas mãos e incentivado por um grupo de manifestantes de movimentos de esquerda, Chávez afirmou que “os oligarcas donos do GLOBO estão preocupados com o avanço da esquerda na América Latina”.

— O GLOBO quer impedir a união sulamericana.

Estão preocupados. Eles são inimigos da integração e do povo brasileiro.

O GLOBO é inimigo do povo brasileiro, do Brasil — disse, aos gritos, e criticando a forma como é tratado nas reportagens do veículo.

O ataque de Chávez foi uma reação a reportagens do jornal sobre a suspensão da concessão do canal de televisão venezuelano mais antigo do país, a RCTV. Na edição de ontem, o jornal publicou um editorial tratando da escalada de Chávez contra a liberdade de expressão em seu país.

Chávez puxou, ainda, uma vaia contra o jornal. Ele, no entanto, recusou-se a rasgar o jornal, como pediam alguns manifestantes: — Não. Isso não. Temos quer ler e analisar.

É uma guerra de idéias.

Os manifestantes de movimentos de esquerda, entre eles sem-terra, sindicalistas e estudantes, que assistiam ao discurso, aplaudiram Chávez, interrompendo várias vezes o discurso inflamado do venezuelano. Ele recebeu a Medalha Tiradentes, maior comenda concedida pelo governo do Estado do Rio.

O presidente da Venezuela também criticou os meios de comunicação de seu país e disse que “não vê a hora” de suspender, em maio, a concessão da RCTV.

— Não vou renovar a concessão. Eles não dão voz ao povo. Vamos nacionalizar e socializar este espaço — disse, ao ressaltar que os grandes meios de comunicação “venderam a alma ao demônio”.

Chávez defendeu a união cada vez maior dos países da região. Segundo ele, os países sul-americanos estão como pintores diante de uma tela em branco: — Estamos apenas nos primeiros traços. A América Latina está no caminho certo. Esta revolução está apenas começando, está agora entrando num período de aprofundamento, expansão e aceleração — afirmou, frisando que o Brasil, por seu tamanho, terá um papel fundamental nesse movimento.

Após a cerimônia da Alerj, Chávez encontrouse com o arquiteto Oscar Niemeyer, em sua casa, em Ipanema. Chegou com a comenda no peito e a visita durou meia hora.

Na saída, foi vaiado pelos moradores (a la salida, fue abucheado por vecinos -ed.).

jueves, 18 de enero de 2007

En Brasil también tenemos idiotas

Recuerdo que durante una clase de Geografía Económica, en mi último año de bachillerato (escuela secundaria), el profesor dijo algo que me provocó gracia: "A Brasil se le puede considerar un país desarrollado". De inmediato le hice saber que yo no estaba de acuerdo, diciéndole que Brasil estaba tan lejos como Venezuela de convertirse en un país de primer mundo. El hecho de que el profe nunca haya visitado Brasil hasta entonces y de que yo lo haya hecho más veces de las que recordaba no pareció importarle mucho. Supongo que para él yo no era más que un imberbe que no sabía de lo que hablaba.

Han pasado trece años del episodio, y sostengo mi afirmación. Paulo Ramos, diputado de la Asamblea Legislativa del estado de Rio de Janeiro, me ayuda en esto.

El diputado carioca, me imagino que aburrido por la vida monótona de Rio, estado en el que todo funciona a las mil maravillas, no tuvo mejor idea que proponer que la asamblea le entregue al golpista-presidente venezolano la Medalla de Tiradentes, la más importante distinción del estado.

Según la resolución de la asamblea, la medalla se le entregará al gerente de cantina por su "importancia en el cambio de rumbo de la economía y la política en latinoamérica". Si creen que es un chiste, esperen leer que el tal Paulo Ramos dijo que este es "un momento de autoafirmación de la visión libertária y nacionalista de Venezuela, retomada por los valores de unidad de las naciones latinoamericanas y de la importancia de la lucha por la auto-determinación de los pueblos". Lo que me arrechó particularmente fue lo de la tal "auto-determinación", la primera excusa usada por todos los gobiernos autoritarios para hacer lo que les da la gana dentro de sus fronteras. Cuba ha estado "auto-determinándose" durante medio siglo.

Para el diputado, el hecho de que al héroe del museo militar le haya dado por no renovar la concesión de una TV, que quiera gobernar por decreto y que todos los poderes estén bajo su control, no parece ser suficiente para darse cuenta de que en Venezuela ya no existe democracia.

La asamblea decidió darle la distinción al dictador venezolano allá por 1999, pero sólo ahora el pichón de dictador viene a Rio a recibirla. No tienen excusa, ocho años es más que suficiente para rectificar. En vez de eso, le demuestran al mundo que son una partida de payasos idiotas y que la escasez de legisladores inteligentes y honestos no afecta sólo a Brasília. Un país no podrá nunca salir del tercermundismo mientras esta gente sea la responsable de guiar sus políticas.

lunes, 15 de enero de 2007

Kofi Annan dejó un legado

Hay gente que no aprende, no matter what. El Kofi Annan latino dice que confía en que podrá "entenderse" con el golpista-presidente venezolano:

Insulza confía en entenderse con Chávez

Santiago.- El secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, adelantó que espera aclarar su disputa verbal con el presidente venezolano Hugo Chávez cuando ambos se encuentren hoy en Ecuador.

"No me voy a pelear con el presidente Chávez", dijo Insulza en declaraciones a periodistas en Iquique, 1.870 km al norte de Santiago, durante una breve escala en su viaje a Quito para concurrir a la toma de posesión del presidente ecuatoriano Rafael Correa, reseñó AFP.

El ex canciller chileno se vio envuelto en un choque verbal con Chávez cuando criticó su decisión de no renovar la licencia de Radio Caracas Televisión (RCTV), a la que el gobernante califica de "golpista".

Chávez calificó a Insulza de "pendejo de la p a la o", durante el discurso que pronunció al tomar juramento a su nuevo gabinete, pero el lunes pasado, al iniciar un nuevo período presidencial, admitió haberse excedido en sus palabras.

"Yo espero tener la oportunidad de hablar estos temas y que todo quede aclarado", señaló el representante de la OEA, sin confirmar si se reunirá con Chávez en la capital ecuatoriana.

"Él hizo un gesto importante al reconocer, ni más ni menos en el discurso de su toma de posesión presidencial, que se había excedido, pero dejó abiertos algunos temas que será necesario conversar y que no voy a mencionar públicamente", dijo Insulza el viernes pasado en Santiago, donde asistió a un seminario convocado por la OEA.

Chávez, quien catalogó la opinión de Insulza como una injerencia indebida en asuntos internos de Venezuela, expresó luego que el secretario general de la OEA debió al menos hacer primero una llamada telefónica, mandar a un enviado especial o solicitar una entrevista, pero optó por la vía de emitir declaraciones sobre el tema.

Mientras, Cox & Forkum nos muestran que no hay que estar cerca de este circo para entender de qué se trata el show:
"Mientras tanto, en Venezuela..."

lunes, 11 de diciembre de 2006

Muere Pinochet, fidel castro le sigue de cerca.

Augusto Pinochet empieza a sentir un calor más fuerte que el acostumbrado durante el verano chileno. Viendo la cobertura televisiva de la muerte del ex-dictador chileno en CNN en Español, no pude dejar de notar la insistencia del "periodista" Alberto Pando en subrayar el hecho de que Pinochet era un dictador, que se torturaron a no-se-cuantos-mil, que esto y lo otro. Hasta ahí, perfecto. Mientras, los "periodistas" y editores de la emisora para la cual él trabaja no se ruborizan cuando describen a fidel castro como "líder cubano" y "presidente cubano":

El "presidente" castro.

Sin embargo, y en honor a la verdad, esto no es un mal exclusivo de CNN en Español. La matriz, CNN.com, describe a castro como "ailing leader" (líder enfermo), mientras que Pinochet es "former dictator" (ex-dictador). Doble estándar, tu apodo es CNN.

Después los izquierdistas, chavistas y otros medianamente inteligentes vienen a decir que CNN es una pieza del "imperio".


martes, 5 de diciembre de 2006

Blog break

Este blog se va de vacaciones por un par de dias, por motivos de viaje. No dejen de seguir las noticias desde Venezuela a través de los links a la derecha.

Si desean ver mis feeds preferidos, los hay en inglés, español y portugués.

See ya later.

Mientras tanto, en el Chávez fan club...

Siguen llegando felicitaciones de los demócratas del mundo:

Gadafi llamó a Chávez para felicitarle por su victoria electoral

Túnez.-
El líder libio, Muamar Al Gadafi, se comunicó telefónicamente con el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, para felicitarle por su victoria electoral, informó hoy la agencia de prensa libia Jana.

Gadafi, según Jana, expresó a Chávez su profunda satisfacción por la confianza que los venezolanos le dieron y añadió que ello realza su figura de "luchador de la libertad", reseñó Efe.

Durante la conversación, Chávez le recordó que Libia le concedió el "premio Gadafi de los derechos humanos" y agradeció al dirigente libio "el gran apoyo moral de sus palabras".

La agencia libia subraya que Chávez se refirió al apoyo de Libia durante varios de sus discursos electorales.

Hasta los muertos festejan la victoria chavista:

La Habana.- El presidente de Cuba, Fidel Castro, saludó a su amigo Hugo Chávez por su "aplastante" victoria en las elecciones, según un breve mensaje publicado este martes en los diarios, con el que rompió un silencio de una semana y en el que no hace referencia a su estado de salud.

"Hugo: Seré breve para que la emoción no me traicione. Tu victoria fue contundente, aplastante y sin paralelo en la historia de nuestra América", dijo Castro en la nota difundida en Granma y Juventud Rebelde, la cual tiene su firma estampada, indicó AFP.

"Los pueblos oprimidos del mundo agradecerán siempre la estrategia y el coraje con que libraste tan difícil batalla de ideas. Tu hazaña política y la del pueblo venezolano han conmovido al mundo. Los cubanos estamos felices. Un fortísimo y martiano abrazo", concluyó.

España sospecha que Venezuela nacionalizó terroristas etarras

- El gobierno español ha dicho que está investigando si Venezuela le ha concedido la nacionalidad a cuatro terroristas etarras con el fin de evitar la extradición a España:

MADRID (Reuters) - España está investigando unas informaciones que apuntan a que Venezuela ha concedido la nacionalidad a cuatro presuntos etarras para evitar su extradición, dijo el martes el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero.

La agencia Vasco Press informó de que Venezuela había acordado también pagar una compensación de más de 325.000 euros a los miembros de ETA Sebastián Etxaniz Alkorta y Juan Víctor Galarza Mendiola por haberlos entregado a España en 2002.

Lea el resto aquí.
Después de la nacionallización y registro electoral del Ministro de las FARC, Rodrigo Granda, esto no me sorprendería nada.

Update: El ex-chofer de autobús y Ministro de Relaciones exteriores dice que Venezuela no nacionalizará a los etarras. Ver para creer.

La revolución "incluyente" muestra su cara

- Chavistas saquean y queman comando de campaña de Rosales en Valencia.

Foto: Luine

- Hospital en San Diego es atacado por grupos oficialistas.

lunes, 4 de diciembre de 2006

Seguridad a bordo

De Cox & Forkum, por supuesto:


Bonnie Anderson: fidel castro has yet to face justice

Desgarrador artículo de Bonnie Anderson en el Miami Herald. Si usted entiende inglés, no deje de leerlo (hat tip: Babalu):

It is deeply wrenching to witness a week of lavish celebrations honoring Fidel Castro's birth when most likely every day, somewhere in the world, anguished families quietly mourn the death of a loved one at the hands of this heartless, evil man.

That Fidel, himself, may be dying is not much comfort to me. I believe in justice and while he will be judged by God when he dies, he has yet to be judged on Earth for his crimes against humanity.

My father, Howard F. Anderson, was only one of 20,000 people tortured and executed by Fidel Castro. Before my Dad's execution by firing squad, he had most of his blood drained from his body to be used for transfusions for the revolutionary troops. Other political prisoners who watched the execution from their cells told me years later that my father refused a blindfold. And he whistled as the bullets tore into his body. One of the few memories I have, since I was only 5 years old at the time, was that my Dad whistled when he was angry.

With the ''ready, aim, fire'' order, I, too, was wounded forever more. This ruthless dictator robbed me of a lifetime with my father, a lifetime of fatherly advice, a lifetime of memories.

So no, I don't want to see him die this way, of natural causes, or at this time. I have always hoped the world would recognize him for what he is and that Fidel Castro would be judged, convicted and sentenced for his crimes against humanity in an international court of law.

A death from old age is far, far too lenient a punishment for a man who has killed so many people, destroyed the lives of literally millions. As a journalist, I refrain from generalities. But I do believe there are few Cubans on the island and even fewer Cuban exiles who have not had a family member either executed or imprisoned by this megalomaniac.

What I fail to understand is why there seems to be little national compassion for the pain that Cuban exiles have experienced. Americans show compassion for cancer survivors, for DUI and rape victims, for people suffering from depression, physical and mental abuse. We show compassion for famine victims in Africa; as an NBC news correspondent, I broke stories about genocide in Ethiopia, and the world -- but especially the United States -- responded with millions of dollars of money, but most important, with compassion.

Organizations have sprung up to defend and champion the victims of all these issues, and rightly so. There is public acceptance that these people have suffered and have been wronged. It is morally right.

So why, I ask, are Cuban exiles not afforded the same support and compassion? I was a CNN network executive when the Elián González issue was a major story. I was horrified by the coverage by my network and all others. It pained me deeply to see sound-bites by people who said about the Cuban-Americans in this country, ''Why don't they just get over it? It happened so long ago.'' I spoke up to my superiors at CNN. And I'm no longer there.

What I told them was this: Would anyone dare tell a Holocaust survivor, or the sons, daughters and grandchildren of the Holocaust to ''just forget about it'' because it happened so long ago? Of course not. Castro did not kill as many as Hitler did, and I would never diminish the horror and huge dimensions of the Holocaust, but Castro was -- and is -- our Hitler in Latin America.

BORN IN CUBA

Despite my Anglo name, I was born in Cuba. My mother was born there. Her parents are buried there. My father was buried there until Castro was so ticked off by an article I wrote in 1978 as a Miami Herald reporter that he had my father's remains dug up and thrown out.

I am most proud of being Cuban American. And I want the rest of the world to understand our pain. It is part of our daily lives, no matter where we live. It is the ache of losing a country, but it is more than that, too. It is a loss we feel in our blood and in our bones. It is also clearly an emotional demise in many ways -- a void in our pasts which continues to the present and will continue through the future. You can't make up for years of lost family experiences -- normal, human experiences that most other people enjoy. These are memories that have been stolen for all time.

For myself, I have only two memories of my father and what saddens me is that I can't be absolutely certain that they truly are recollections or whether I've simply grasped onto scenes from the few home movies we managed to smuggle out of Cuba and morphed them into memories. When I think of this, it provokes a deep, dark cutting sadness in me.

Cuban exiles can't expect others who have not experienced what we have to actually know our pain and understand our passion for wanting to address the wrongs done us. Rape victims can't expect that. Neither can the parents of children who have been killed by drunk drivers, or family members who have lost loved ones in the current Iraq conflict. Or family members of the victims of Columbine, or 9/11. The people who survived the genocide in Ethiopia and in so many other places can't expect anyone to truly know their pain.

Our pain is part of our spirit. The most we can hope for is compassion.

The day that Castro's illness was first reported, I woke up very early and was watching CBS. On their early morning shows, they repeatedly said that ''Castro is considered a ruthless dictator by some in Miami.'' I fired off an e-mail to CBS President Sean McManus. What I wrote, in short, was this: If a man who murdered 20,000 people, imprisoned for decades hundreds of thousands of others, caused countless hundreds of thousands to flee the country (many losing their lives in desperate attempts to reach freedom on flimsy rafts) and has repressed a nation for nearly five decades -- denying them the most basic of human rights -- is not considered a ruthless dictator by all, who the hell is?

I haven't heard back from him. I don't expect I will. In fact, I suspect he, and other network executives, will continue to cozy up to the Cuban government (whoever leads it) in order to make sure that when Castro dies, their networks have access to the coverage. That's the way it is in the corporate news world.

But I have faith in my fellow American citizens. And I know, in my heart and spirit, that when the truth is known, those of us who have suffered at the hands of Fidel Castro will finally receive the compassion we are due.

IN MOURNING

While Fidel is celebrating a birthday, my brothers, sister and I are mourning the death not only of our father but also of our mother, Dorothy Stauber Anderson McCarthy, who died less than two months ago. She was 39 years old when Fidel made her a widow. She struggled to raise us and give us a new life, and she was most successful. But her greatest triumph was to instill a sense of right and honor in us, to teach us strength and morality.

A month after her death, a New York judge ruled that we should receive millions of dollars of the frozen Cuban assets held in this country because of Fidel Castro's murder of my father. It is a very welcome decision but very bittersweet. Fidel Castro is alive and he knows he has been tried, convicted and sentenced to pay for his heinous act. But the fact that my mother isn't alive to see this final measure of justice is a soul-deep wound that I will live with for the rest of my life.

I weep for her. I weep for us, and I weep for all who have been the victims of Fidel Castro.

Happy Birthday? Please.

Bonnie M. Anderson is a 27-year veteran of print, radio, Internet and television journalism in English and in Spanish. She has worked on camera for local, national and international news organizations, including two decades with NBC News and CNN. Anderson won seven Emmy Awards, was a finalist for the Pulitzer Prize and has been nominated for the María Coors Cabot Lifetime Achievement Award, which is sponsored by Columbia University. Capt. Anderson is now following a family tradition and is running a charter fishing operation out of Culebra, Puerto Rico.

Siguen llegando mensajes de los "hermanazos" de Chávez

El dictador bielorruso se une a la fiesta:

Minsk.- El presidente de Bielorrusia felicitó hoy a Hugo Chávez por su reelección como presidente de Venezuela en los comicios de ayer, domingo.

Alexander Lukashenko manifestó "su convencimiento de que Chávez continuará la senda de la independencia de Venezuela", señala el comunicado de la presidencia divulgado por la agencia bielorrusa Belta, reseñó Efe.

Además, añadió que "Chávez afrontará con sabiduría los problemas de desarrollo económico y hará todo lo que esté en su mano para que los venezolanos vivan dignamente".

Chávez se convirtió a finales de julio pasado en el primer dirigente latinoamericano en visitar Bielorrusia. Entonces, Lukashenko y Chávez se declararon su amistad y compartieron sus críticas contra el "imperialismo" estadounidense.

Otro que comparte los valores chavistas.